domingo, fevereiro 19, 2017

microleituras

Duas narrativas: «Os livros», em dezasseis pranchas, homenagem às histórias, às imagens, aos... livros que povoaram a nossa infância (a dos que tiveram a sorte de crescer com livros). Encantamento que não mais se desvanece, pela vida fora. Alice, Peter Pan, Pinóquio são crianças como o Menino Triste, só que este, infelizmente, é de carne e osso, condenado a perecer. O Menino Triste arranjará uma solução para essa contrariedade.
A segunda narrativa, «O sorriso», o Menino Triste tornado Homenzinho Triste, mostra como é sábio valorizar o que verdadeiramente interessa, e sorri.
O desenho de João Mascarenhas, a preto e branco muito contrastante, é esplêndido e aguenta muito bem o pequeno formato do... livro.

J. Mascarenhas, O Menino Triste -- Os Livros + 1 (2015).

prancha inicial


arquivo: «Pressure» (Anathema, 2001)

sábado, fevereiro 18, 2017

entretanto, Cavaco leva mais um enxerto de Sócrates

Aliás, merecido.

50 discos: 50. WE'LL NEVER TURN BACK (2007) - #4 «In The Mississipi River»


César Franck: Sinfonia em Ré Menor - 1. Lento. - Allegro non troppo


(1822-1890)



Orquestra Sinfónica Sostenuto / Takashi Kondo

Dick Bruna

Era a minha irmã quem os recebia, mas eu deleitava-me com aqueles desenhos e o génio com que o Dick Bruna os dispunha na página quadrada, assim o formato dos seus livros. Quando tive filhos, comprei-lhes todos quantos pude. E é o rapaz quem agora me entra por aqui adentro a perguntar "Sabes que morreu o Dick Bruna?"

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

por falar em mentiras & mentirosos

Se formos ao currículo de Passos Coelho, as mentiras a mostrar são mais que muitas. O post do Aspirina B veio recordar-me a mentira de Passos sobre uma reunião que teve com Sócrates, num período crítico para o país, que aquele disse não ter ocorrido, e depois passou a telefonema, quando, de facto houve uma conversa de viva voz. Ou seja, Passos é um mentiroso com uma cara-de-pau dificilmente igualável.

Quanto a Centeno, se acaso não disse toda a verdade, vê-se que é prática que não lhe é natural. A escusada declaração de anteontem aí está para mostrar o seu pouco à-vontade nestas alhadas.  O que sei é que se trata do homem certo no lugar certo, como o próprio Marcelo reconhece. Tentar fintar o chicaneiros do PSD (Grã-Cruz para Centeno, já!)  é até patriótico, tal a desavergonhada ganância pelo poder, que perderam por vontade do povo.

Por outro lado, se houve mentira ou só meia verdade, o PSD com este líder, é a última entidade a poder abrir a boquinha, uma vez que Passos foi apanhado a mentir várias vezes, não numa comissão parlamentar, mas aos cidadãos eleitores, o que deveria inibi-lo de candidatar-se sequer à colectividade de chinquilho que possa frequentar. Não tem implicações penais, como brandiram os acólitos do CDS. Pois não, mas dessa e doutras nódoas de vigarice política não se livra o Passos.

De política, portanto, neste episódio grotesco que envolve a Caixa Geral de Depósitos, nada, zero, apenas miséria moral e indigência cívica, por muitos matos-correias que salamalequem e jurem pelo seu institucionalismo parlamentar, como se vê.

Dizem que querem levar esta macacada em que tornaram o parlamento "até às últimas consequências". Talvez não seja mal pensado -- estando PS, PCP e Bloco à altura das suas obrigações para com os portugueses -- vê-los estrebuchar outra vez, passado um ano de um dos mais patéticos episódios da política portuguesa, inaugurado pelo inefável Portas, com o seu "Senhor Primeiro-Ministro, vírgula, mas não eleito pelo povo", dirigido a António Costa. É difícil ser-se mais pateta.

arquivo: «Olympia» (Jon Anderson, 1982)

Nunca mais chega o 13 de Maio?

A ver se o CDS vai de joelhos a Fátima r o PSD ganha vergonha no Centenário das aparições de Nossa Senhora. 
A ver se acabamos com este regabofe, e Marcelo continua a descrispar.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

50 discos:27. DARKNESS ON THE EDGE OF TOWN (1978) - #4 «Candy's Room»


Poema

Passos coelho teresa
Guilherme montenegro  o
Malato clara marques
Mendes
(Cavaco...   cavaco...)
E o gajo que faz o concurso na televisão depois do jantar

Hugo soares  oh
Porta-chaves josé eduardo
Martins pim! rangel  ah!
(Cavaco... cavaaco,,,)
e
saltam três super bock sabor autêntico na radicalidade
dum pratinho de hóstias para a mesa do cds.

arquivo: «New Rhumba» (Miles Davis, 1957)

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Só se António Costa fosse parvo (inexiste-me pachorra para esta politicalha de merda)

é que retiraria a confiança a Mário Centeno. 
O país já esteve quatro anos nas mãos destes terroristas: as nulidades do PSD e os papa-hóstias do CDS. Para conseguirem o poder, são capazes de tudo (o chumbo do PEC IV é só o exemplo mais saliente). Não passam duns vulgares impostores, duns vendedores de banha-da-cobra, de criaturas sem escrúpulos. Enojam-me profundamente.
Mais este episódio criado pelas luminárias do PSD com os vendedores da farturas da primeira fila do grupo parlamentar no papel cães-de-fila, António Costa seria um rematado parvo se viesse a dar confiança a estes energúmenos da direita.
Por outro lado, episódios como este são de grande utilidade para desmascará-los, se disso houvesse necessidade. Mostra como é imprescindível um entendimento reforçado a toda a esquerda, a da Geringonça e a que dela ainda não faz parte, A força política que sabotar este entendimento, por cálculo político, sectarismo, o que seja, terá de ser apontada a dedo.

50 discos: 4. LITTLE GIRL BLUE (1958) - #4 «You«ll Never Walk Alone»


domingo, fevereiro 12, 2017

a memória é uma tarde de Setembro / um deus que te visita / a fruta pressentida pelo desejo
Manuel Afonso Costa

sexta-feira, fevereiro 10, 2017